"Crescer custa, demora, esfola, mas compensa. É uma vitória secreta, sem testemunhas. O adversário somos nós mesmos."
Martha Medeiros
"Sempre fomos livres nas profundezas de nosso coração, totalmente livres, homens e mulheres. Fomos escravos no mundo externo, mas homens e mulheres livres em nossa alma e espírito." Maharal de Praga (1525 - 1609)
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Ah! O amor...
Pra você guardei o amor
Que nunca soube dar
O amor que tive e vi sem me deixar
Sentir sem conseguir provar
Sem entregar
E repartir
Pra você guardei o amor
Que sempre quis mostrar
O amor que vive em mim vem visitar
Sorrir, vem colorir solar
Vem esquentar
E permitir
Quem acolher o que ele tem e traz
Quem entender o que ele diz
No giz do gesto o jeito pronto
Do piscar dos cílios
Que o convite do silêncio
Exibe em cada olhar
Guardei
Sem ter porque
Nem por razão
Ou coisa outra qualquer
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de me mostrar
Achei
Vendo em você
E explicação
Nenhuma isso requer
Se o coração bater forte e arder
No fogo o gelo vai queimar
Pra você guardei o amor
Que aprendi vem dos meus pais
O amor que tive e recebi
E hoje posso dar livre e feliz
Céu cheiro e ar na cor que o arco-íris
Risca ao levitar
Vou nascer de novo
Lápis, edifício, tevere, ponte
Desenhar no seu quadril
Meus lábios beijam signos feito sinos
Trilho a infância, terço o berço
Do seu lar
Guardei
Sem ter porque
Nem por razão
Ou coisa outra qualquer
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de me mostrar
Achei
Vendo em você
E explicação
Nenhuma isso requer
Se o coração bater forte e arder
No fogo o gelo vai queimar...
Que nunca soube dar
O amor que tive e vi sem me deixar
Sentir sem conseguir provar
Sem entregar
E repartir
Pra você guardei o amor
Que sempre quis mostrar
O amor que vive em mim vem visitar
Sorrir, vem colorir solar
Vem esquentar
E permitir
Quem acolher o que ele tem e traz
Quem entender o que ele diz
No giz do gesto o jeito pronto
Do piscar dos cílios
Que o convite do silêncio
Exibe em cada olhar
Guardei
Sem ter porque
Nem por razão
Ou coisa outra qualquer
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de me mostrar
Achei
Vendo em você
E explicação
Nenhuma isso requer
Se o coração bater forte e arder
No fogo o gelo vai queimar
Pra você guardei o amor
Que aprendi vem dos meus pais
O amor que tive e recebi
E hoje posso dar livre e feliz
Céu cheiro e ar na cor que o arco-íris
Risca ao levitar
Vou nascer de novo
Lápis, edifício, tevere, ponte
Desenhar no seu quadril
Meus lábios beijam signos feito sinos
Trilho a infância, terço o berço
Do seu lar
Guardei
Sem ter porque
Nem por razão
Ou coisa outra qualquer
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de me mostrar
Achei
Vendo em você
E explicação
Nenhuma isso requer
Se o coração bater forte e arder
No fogo o gelo vai queimar...
Shirley Valentine
O filme Shirley Valentine consegue transmitir muito bem o papel da mulher, que por muitos anos perpetuou (e ainda continua a perpetuar), em nossa sociedade. A atriz principal, revela com muita delicadeza as angústias de uma mulher, de meia idade, sobre o seu casamento, corpo, sonhos, idealizações... É um filme gostoso de assistir! Fiquei torcendo por ela, assim como fico para todas as mulheres que merecem ser feliz!
É como na vida...
"E que a história nem sempre é uma fábula: não tem uma moral edificante no final e nem causas, consequências, vilões e vítimas facilmente reconhecidas."
Trecho retirado do livro Guia politicamente incorreto da história do Brasil.
Trecho retirado do livro Guia politicamente incorreto da história do Brasil.
O que falta é a própria falta
"Admite-se a tristeza quando falta amor, dinheiro ou prestígio. Imprescindível é a decepção quando o que falta é a própria falta.
- Tem tudo para ser feliz!"
Trecho retirado do texto: Afinal, o que querem os homens? Alberto Goldin.
- Tem tudo para ser feliz!"
Trecho retirado do texto: Afinal, o que querem os homens? Alberto Goldin.
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Dia de poesia
"A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos,na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade.
A dor é inevitável. O sofrimento é opcional."
Carlos Drummond de Andrade
A dor é inevitável. O sofrimento é opcional."
Carlos Drummond de Andrade
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Desconstrução de mitos: um passo para a saúde
Hoje, o grande trabalho de qualquer ser humano em autoconhecimento – que pode ser realizado sob a orientação de um psicólogo – está intimamente ligado com a desconstrução de alguns mitos ou, vamos dizer assim, construções sociais, muitos dos quais trazem sofrimento para o sujeito, prejudicam a saúde emocional. Desconstruir esses mitos, no entanto, é um trabalho difícil, pois foram, por muito tempo, criados pelo homem e disseminados pela cultura contemporânea, que "impõe" um modo de viver característico, submetendo o sujeito a um padrão de vida. Então, homens e mulheres são submetidos ao enquadramento de alguns padrões considerados "normais" para a sociedade.
Essas construções sociais tornam-se problemas e podem levar sofrimento ao sujeito, quando naturalizam ou banalizam certos tipos de atitude ou comportamento. Há diversas construções sociais problemas. Eis algumas delas:
Homens protegidos pelo discurso biológico de que possuem muita testosterona – Muitas vezes, esses homens sentem-se "impunes" com a infidelidade sem proteção, sem se preocuparem com a sua saúde sexual e com a saúde de sua parceira e da sociedade como todo. Há, sim, uma diferença biológica, social e psicológica entre homens e mulheres, mas dizer que o homem pode querer ter sexo à vontade, e de qualquer jeito, não se justifica pela dose maior de testosterona.
No caso das mulheres, ainda existe o mito patriarcalista – Ela tem de ser submissa ao homem: Não pode, não pode, não pode! Esse discurso ainda protege alguns tipos de violência, como a própria repressão sexual. Por um olhar cronológico, percebemos que as mulheres estão ocupando seu espaço há muito pouco tempo. Só em 1985 foram criadas as delegacias de defesa da mulher para atendê-las no caso de serem vítimas de violência.
O mito do amor romântico, eternamente reforçado pela cultura – Até quando esse mito será alimentado? Criam-se expectativas em relação ao parceiro e ao casamento, que levam à escravidão emocional, ou seja, o sujeito e o relacionamento têm de estar nos moldes preestabelecidos, perfeitinhos, como nas fábulas e filmes, para a eterna felicidade. Como, muitas vezes, o sujeito não encontra essa perfeição, sente-se desencantado da vida, perdido.
A construção social de que o sujeito tem que ser belo e esbelto – Isso já virou condição indispensável para alguém fazer parte da sociedade. Percebe-se que comer é uma necessidade cada vez menor. Não era assim que se pensava anos atrás. Maslow, em sua teoria de hierarquia de necessidades, colocava necessidades fisiológicas básicas, por exemplo comer, como o primeiro patamar de sobrevivência. Sua teoria já foi refutada, mas pôr a necessidade de autoestima ou de auto-realização em primeiro lugar em vez das necessidades básicas de um ser humano merece uma reflexão.
Assim, perguntamo-nos: Como vivermos em uma cultura arraigada de construções sociais que nos prendem a alma? Como nos desvincular delas? Como fazer para que possamos nos liberar? Assim, é de se pensar sobre essa liberdade que se vende por aí. Que liberdade é essa que mantém o sujeito preso a certos padrões sociais que prejudicam a sua saúde?
A pós-modernidade, período pelo qual estamos passando, o sujeito volta-se para si, perdendo um pouco os referenciais. E os resultados são o individualismo, a satisfação rápida, o consumo desenfreado e os relacionamentos frágeis entre os membros da família e entre o sujeito e a sociedade. Será essa a explicação para o crescente nível de consumo de drogas e de suicídio? Há de se pensar!
Não há receitas para solucionar essas questões, mas é no existir e no relacionar-se que o sujeito aprende a ser ativo na vida social. Podendo refletir, pensar e questionar esses mitos que a cultura e a sociedade promovem, já fica mais fácil a busca da saúde emocional.
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Características da Síndrome de Asperger
A síndrome de Asperger caracteriza-se pelo isolamento social, conduta excêntrica, prejuízo no desenvolvimento afetivo, nas habilidades sociais comportamentais e de comunicação. Geralmente, a pessoa tem dificuldade em perceber os sentimentos alheios, apesar de se aproximar fisicamente do outro. Não demonstra interesse em fazer amizades, é pobre de expressão facial, falta-lhe sentido na conversação (apesar de vocabulário elaborado), apresenta atitudes repetitivas, estereotipadas e possui resistência à mudança. Essa síndrome é diferente do autismo, embora possa apresentar algumas características comuns, como o severo prejuízo nas relações sociais. O que a diferencia é a elevada habilidade cognitiva. Trabalhei com uma criança Asperger que tinha apenas 3 anos e já sabia ler, era extremamente inteligente na leitura, mas lhe faltava habilidade para interagir com outras crianças, o que chamamos de inteligência emocional. Dizem que Einstein apresentava sinais dessa síndrome, por apresentar habilidade excepcional como cientista e dificuldade ao se relacionar, mas não há comprovação de que ele era portador dessa síndrome. Há de se tomar cuidado com os diagnósticos das doenças em geral, que somente poderão ser dados por especialistas. No caso de suspeitas sobre a síndrome de Asperger, o melhor caminho para correto diagnóstico é procurar um psicólogo especializado na área.
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
O Mito de Perséfone
Vale a pena refletir e saber um pouco mais sobre esse mito:
http://www.youtube.com/watch?v=OoBtFi_MGlg
http://www.youtube.com/watch?v=OoBtFi_MGlg
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